A tecnologia sempre foi vista como vilã na criação atual das crianças. Responsabilizada por criar uma geração apática e sedentária. Mas como ser diferente se nossas crianças têm nascido em um contexto de tecnologia maciça? Em que o acesso a ela é extremamente fácil e já dominada pelo geração adulta? Estudiosos já não são mais adeptos da exclusão dos pequenos ao acesso a tecnologia, mas a uma utilização correta da mesma, gerando assim benefícios cognitivos e sociais.

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Pesquisas atuais defendem que o uso moderado e controlado das tecnologias pode ampliar capacidades visuais e espaciais das crianças, além de aumentar a atenção, tempos de reação e capacidade de identificar detalhes em imagens.

O segredo não está em eliminar a tecnologia e sim inseri-la em contexto controlado e supervisionado. Os novos aparelhos podem ser fortes aliados na educação dos pequenos, possibilitando seu acesso ao mundo da cultura, estimulando interesses e talentos variados, bem como estreitando os laços afetivos entre pais e filhos.

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Muitas iniciativas nos institutos educacionais já estão usando os aplicativos para inspirar a colaboração e o engajamento entre estudantes e trabalhar com mais eficiência acompanhando o tempo gasto em sala de aula com lições específicas, seja usando um jogo ou quebra-cabeças interativos para memorizar o alfabeto, ou um lápis de cor e adesivos animados para aprender a escrever. Essas experiências criam uma associação saudável com a tecnologia para crianças e mostram aos pais que ela pode ser uma ferramenta valiosa para a aprendizagem durante toda a vida.

A tecnologia tem vantagens para todas as crianças, mas para crianças com deficiências cognitivas ela tem um impacto ainda mais significativo. Os computadores e os dispositivos móveis oferecem agora aplicativos e softwares que dão ajuda extra às crianças com necessidades especiais, como ampliação de tela para crianças com deficiência visual, software de leitura em tela para crianças com deficiência visual e autismo a completarem suas rotinas diárias. Esses aplicativos dão às crianças um senso de confiança e independência que raramente alcançam de outra forma.

Em casa, não muda. O primeiro passo é ter um provedor de confiança, que lhe dê ferramentas para que o acesso a educação seja pleno. Se existe alguma dificuldade em como contratar um link de internet de qualidade, acesse nosso conteúdo exclusivo pelo link: Como escolher um provedor de internet?

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Veja seis dicas que podem te ajudar a lidar melhor com esse processo:

1. Não tenha medo de orientar

Parece que eles já nascem sabendo como usar um smartphone e outros dispositivos tecnológicos, mas não é bem assim. As crianças descobrem muitas coisas sozinhas, mas nós temos experiências de vida e maturidade, e isso ainda não dá para adquirir na internet ou fazer um download. Nossos filhos podem até saber mexer nesses gadgets, mas somos nós os responsáveis pela educação, segurança e orientação que eles precisam

2. O aprendizado também é seu

A melhor forma de orientá-los é também entender do que eles estão falando. Se você ainda não aprendeu como usar tablets e smartphones, será mais difícil ajudar o seu filho a fazer uso correto destas ferramentas. Se você quer auxiliar em pesquisas escolares, é necessário que saiba fazer buscas na internet, por exemplo. Aqui, a principal dica é estar disposto a aprender sempre e se manter ligado às novidades.

3. Mergulhe nos interesses do seu filho

Não basta orientar, é preciso participar! Mais do que utilizar os dispositivos apenas como entretenimento ou forma de acalmar a agitação, selecione atividades do interesse dele para vocês fazerem juntos. Além de ser uma maneira de acompanhar o que os filhos estão fazendo, pode ser uma forma de estar mais próximo do universo deles. Jogos e aplicativos educativos são boas opções.

4. Saiba que o ambiente virtual é tão real quanto o presencial

Nos dias de hoje, ambos são igualmente reais. Quando os pais ensinam os filhos a atravessar a rua ou que não se deve falar com estranhos, querem protegê-lo e prepara-lo para a vida no mundo real. O mesmo deve ocorrer no virtual, onde é muito mais fácil ter contato com estranhos e conteúdos inapropriados . É preciso lembrar que o amigo virtual existe de verdade. Confira se seu filho está falando com outras crianças ou com adultos e qual o tipo de conteúdo que estão compartilhando.

5. Permitir o acesso é diferente de dar autonomia

A autonomia que a criança recebe não tem só a ver com a idade. Portanto, é você quem decide se seu filho está preparado para o universo virtual e avalia os riscos que o ambiente virtual oferece. “Você deixaria seu filho ir viajar sozinho, sem a supervisão de um adulto de confiança? Na internet, ele faz isso sentado no sofá de casa”, afirma Cátia. “É preciso que os pais avaliem o que sinaliza perigo e o que é seguro, de acordo com a maturidade e o senso de realidade do filho”.

6. Esteja atento à finalidade no uso da internet

Quando seu filho estiver conectado, preste atenção nos sites que ele acessa, qual é o objetivo do acesso e quanto tempo ele passa conectado. Essas ferramentas podem ser ótimas para estudos, pesquisas e interação, mas é necessário ensinar a criança a usá-la de maneira que não atrapalhe outras áreas da vida.

Há uma série de projetos excelentes voltados para o universo infantil com base tecnológica. Grupos de pedagogos, artistas plásticos, músicos, empreendedores em geral têm buscado criar plataformas educativas que usem a atual tecnologia, produzindo Apps, vídeos, blogs informativos, jogos educativos, etc. Alguns sites já são famosos, contendo jogos, vídeos e atividades para crianças, como o Sítio do pica-pau amarelo, Discovery Kids Brasil, Cocoricó, mas há outros locais bem mais interessantes na web. Abaixo seguem alguns dos exemplos mais incríveis que encontramos na rede:

  1. TODA CRIANÇA PODE APRENDER: Projeto da ONG Laboratório Educacional (que desenvolve trabalhos de capacitação e oficinas presenciais), aqui se vê um site incrível sobre o mundo infantil, partindo do princípio de fornecer reflexões e dicas relativas ao aprendizado dos pequenos, independente de classe social, sexo e etnia. Neste espaço encontram-se excelentes artigos sobre desenvolvimento infantil para pais que queiram se informar mais, como por exemplo: Medo que as crianças tenham medo; Criatividade se aprende; Como ensinar as crianças a não terem preconceitos; Infância não é carreira e seu filho não é troféu. Vale a pena colocar nos favoritos.

2. GARATUJAS FANTÁSTICAS: Um ambiente vasto, repleto de animações lindas, músicas, dicas, artigos sobre o universo infantil, jogos interativos para serem jogados individualmente ou em família. O Garatuja tem uma equipe de produção de primeira linha, contando com pedagogos, ilustradores, artistas e colaboradores com grande experiência no mundo real sobre o universo lúdico das crianças. Um portal a partir do qual os pais encontrarão várias experiências novas pela internet. Veja o clipe do personagem título do site, o Garatuja. Imperdível.

 

  1. OLHAR PARA TUDO: site da produtora de curtas infantis que vem postando uma nova animação a cada mês. Lançada no meio do ano, a equipe editorial e técnica realiza um trabalho poético, plástico e narrativo de alto nível. Para sentar ao lado dos filhos, dar play e se encantar. Fiz o teste com meus pequenos e eles não só amaram, como quiseram ver novamente fazendo milhares de perguntas e inferindo o que achavam do clipe. As histórias fogem do clichê infantil em que tudo é óbvio, deixam espaço para a interação da criança e exigirão dos pais um momento gostoso de diálogo. Abaixo o último curta do site:

 

4. E-Stilingue – primeira editora nacional exclusiva de livros digitais e apps de livros para criança. O primeiro projeto da editora é o Dragoberto, um App disponível para Ipad que conta a saga de um dragão, com cenas interativas, áudio e vídeo. Veja o vídeo do aplicativo:

 

  1. DIY – uma comunidade internacional de crianças ensinando-se mutuamente. Talvez o único dificultador seja a predominância do inglês no conteúdo disponível (mas pode também ser um estímulo ao conhecimento desse idioma). Um site recheado de vídeos de crianças do mundo todo ensinando a fazer o que sabem , desde receitas de comidas até brinquedos e mágicas. É incrível o acervo do DIY. A princípio é interessante a navegação conjunta entre pais e filhos, vasculhando o que há de mais legal na comunidade, mas aos poucos os pequenos irão adquirir mais autonomia no site. É preciso realizar um cadastro prévio.

 

6. Povos Indígenas Brasil Mirim – Página da ONG PIB (Povos Indígenas do Brasil) voltada para educação infantil, com jogos educativos, vídeos incríveis sobre a cultura indígena, além de trabalhos artísticos desenvolvidos pela ONG em aldeias. Veja o lindo curta Pajerama, mostrando a diferença entre a relação do índio e do homem branco com o meio.

Deseja saber mais sobre processo de criação dos filhos, acesse nosso conteúdo exclusivo: Como conciliar o trabalho e os filhos?

Esperamos que tenham gostado do post.

Até  próximo,

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