Esse é um assunto polêmico e que tem estado nas mídias nos últimos tempos, principalmente, depois dos pronunciamentos do órgão regulamentador, a ANATEL, se pronunciar no último mês de dezembro.

Mas vamos começar do ZERO nesse artigo! Pois sabemos que existem clientes que não entendem o conceito de franquia e muito menos o que vai representar para eles uma inserção de franquia de dados na sua internet fixa.

É muito comum o cliente confundir a quantidade de unidades existentes no momento em que se começa a falar de internet. “Na minha casa tem 12 mega!”, “meu download está fazendo a 1 mega”, “Acho que minha franquia é de 10 giga!”.

É giga pra lá, é mega pra cá! Mas entender que é bom, necas! Mas isso acaba hoje!

Primeiro conceito que precisa ser aprendido é da unidade da velocidade contratada. É esse o valor que vemos nos folders: “Internet a partir de 12Mbps”, “Instalação grátis para clientes optantes do plano de 25Mbps”.

A unidade é bps (bits por segundo). Temos que concordar que existe uma lógica, pois toda velocidade está associada a uma medida de tempo. Concorda comigo? “Meu carro estava andando a 120Km/h”, “minha bicicleta atinge 40Km/h”. O mesmo conceito da velocidade do nosso dia a dia deve ser usado para expressar a velocidade contratada do seu link. Contratando um link de 25Mbps ( 25 Megabits por segundo) significa que a cada segundo é possível baixar 25 megabits.

Já uma franquia é muito das vezes expressa pela unidade bytes ( que é diferente de bits ). Ela é uma medida sem associação com unidades de tempo, pois não expressa velocidade e sim capacidade. Para ficar mais claro, imagine que você tenha um copo tem 500ml de capacidade e que existe uma torneira que tem uma vazão para encher esse copo de 20ml/s. Nesse exemplo a velocidade contratada seria a vazão da torneira, enquanto que a capacidade do copo seria a franquia contratada. Em outras palavras a franquia é o quanto que eu posso baixar da internet, enquanto que a velocidade contratada é exatamente com que velocidade essa franquia é consumida.

 

21163121913154Até hoje o conceito de franquia não existia na internet fixa, era mais comum na contratação de dados das operadoras móveis. As grandes operadoras iniciaram um processo de trazer esse mesmo conceito para a internet fixa. A grande questão hoje é exatamente sobre a imposição das operadoras desse modelo de franquias máximas de utilização.

Já abro um parênteses aqui para despreocupar o leitor. A Anatel em dezembro de 2016 proibiu qualquer operadora de impor esse modelo antes que o mesmo fosse debatido. Mas como esse assunto ainda está em pauta e não foi pacificado abriremos aqui as justificativas das operadoras e as consequências desse modelo para o cliente final

As operadoras se fundamentam tecnicamente alegando que a infraestrutura da rede brasileira apresenta uma capacidade máxima e pode gerar um esgotamento a partir da evolução da demanda, enquanto que financeiramente, afirmam que dessa maneira será possível democratizar o perfil de utilização dos clientes: aqueles que abusam pagariam pelo abuso e quem é um cliente moderado pagaria uma mensalidade moderada e talvez mais barato do que a atual. As operadoras afirmam que atualmente os clientes moderados pagam pelo abuso dos outros.

A grande verdade é que esse modelo de franquia muda totalmente a forma como o usuário de internet fixa vê seu serviço. O termo ilimitado é forte, mesmo que o consumo seja! E nesse cenário em que a demanda por banda aumenta continuamente, as franquias passam a ser uma preocupação muito grande para o usuário final.

CONCLUSÃO

Eis a grande preocupação do usuário: Vou ficar sem internet no meio do mês, precisando pagar mega excedente, porque assisti três filmes a mais no Netflix no mês?

O conceito proposta é bonito: “quem usa muito, paga muito e quem usa pouco, paga menos do que paga hoje!” Mas creio que a realidade será: “quem usa muito, pagará muito MESMO e quem usa pouco continua pagando o mesmo, só que com uma capacidade reduzida”! Essa é uma realidade que tem a cara das grandes operadoras.

Que a existe uma capacidade máxima da rede brasileira? Isso é verdade, mas será que a demanda está tão grande assim?

Esse é um assunto que ainda vai dar pano para as mangas.

Mas despreocupo os clientes Vivavox:

NÃO TEMOS QUALQUER INTENÇÃO DE ADERIR O MOVIMENTO DAS GRANDES OPERADORAS EM ESTABELECER LIMITAÇÃO DE FRANQUIA PARA NOSSOS CLIENTES FINAIS.

Para falar a verdade, esse é um dos pontos que todo cliente que esteja pretendendo contratar um novo serviço de internet deve indagar ao provedor. Fora outras perguntas que DEVEM ser obrigatórias no momento da negociação. Se você não quer mais ser passado para trás pelo provedor que contrata, baixe nosso material que expõe todas as perguntas técnicas que devem ser feitas a um provedor na contratação, bem como as principais perguntas que todo provedor evita responder.

Baixe aqui o conteúdo: Checklist – Como contratar o provedor correto de internet

Espero que esse conteúdo tenha sido de grande valia para você,

Até o próximo post,

Ullysses Andrade

Vivavox Telecom

 

 

 

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